Lendo a descrição do meu blog, me deparei com "um pouco de amor", justamente sobre o que eu queria falar. Quer dizer, não exatamente, quero falar de amor, mas não de um pouco...
Lá vou me embrenhar num campo sobre o qual minha incrível prima e companheira de todas as horas diria: "é complicado!"
Caramba, complicado é pouco... Por que raios algumas pessoas sofrem tanto com os sentimentos? Os mantém à flor da pele em quase todos os momentos?
É como diria o caríssimo Renato Razzino: "eu acho que". Ponto.
Hoje, 27 de abril de 2010, atingi um patamar, ã... complicado? Quando você conclui que só continua vivo por covardia, incapacidade de pôr um fim a isso tudo... é... você percebe que as coisas estão inevitavelmente problemáticas.
Hoje, ouvi que não é covardia, é coragem... Tem que ter muita coragem pra enfrentar essa vida! De fato; não sei se no meu caso é coragem, só sei que esta é muito necessária.
Aí você pára, olha pra vida e vê que tá tudo certo. Tá tudo certo?
Talvez, alguns diriam que sim. Não, não tá tudo certo e, o pouco que tá errado faz errar todo o resto... Problemático? Sim! o.0
Existe uma coisa chamada necessidade, as pessoas, todas, têm várias necessidades, vitais inclusive; para alguns, estas compreendem atos como comer, beber, vestir, necessidades higiênicas e tals.... Para outros, além destas, há necessidades como estudar, trabalhar... Alguns criam vícios que, óbvio, acabam tornando-se necessidades, como o cigarro, a bebida alcoólica, entre outos...
Pois bem, alguns tem uma necessidade além, a necessidade de AMOR, não se trata apenas de amar, mas de viver [sim, viver] um sentimento... Pois bem, há maneiras e maneiras fazê-lo, e eu, Beto, busco a mais complicada destas maneiras...
Sentir tanta falta, não querer estar longe, chorar... Tudo isso por outra pessoa? Meeeooo...
Só me resta concluir, opostamente ao que tinha dito há algumas linhas:
Tá tudo errado!
Um dia, espero, rir de tudo isso aqui, e pensar quão inútil eu fora em pensar certas coisas...
Por hora, fico tentando entender os motivos que me levam a não pular dessa janela aberta, ao meu lado, no sexto andar da moradia desta Universidade de São Paulo... Obrigado, Deus, obrigado.
Deve ser raiva? Tipo: 'vou viver só de raiva!'
Quem sabe?
Talvez, o verdadeiro motivo habite sob uma outra janela, não muito longe desta que lhes apontei.... O motivo que me faz querer pular, mas que me faz, ao mesmo tempo, me manter aqui.



Em algum andar dessa vida,
abaixo, alguns metros,
desse coração apaixonado
em verdade, pulsa, nas veias,
o sangue que me faz seguir,
me faz viver.


Os olhos brilhando
A mão estendida e a me cumprimentar e
o sangue que quase me toca.
Meu coração,
ansioso por tocar aquela vida,
pulsa intermitantemente, incansavelmente
Na espera de algo. Que não virá?
Do que não tem conserto
Mas, nunca terá?

E, de amor, se morre um pouco, a cada minuto
De amor me vivo, me morro, me masso
Me passo pra trás.
E sigo, e paro, e falo demais
Mas continuo aqui
Um coração a esperar pelo sangue
Pra pulsar
Pra que sua existência faça sentido.

- "Amar o perdido
deixa confundido
este coração"*

- Morro, amo, vivo, sigo, pulso, passo -

____________________________________________________________________

Assim seja.
Humberto Neto
27 de abril de 2010
*"Memória" - C. D. Andrade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Análise e Interpretação de Relicário?! Quem sabe!

"As coisas tão mais lindas"

O sonho de escrever... E os grandes mestres que nos ensinam!